marcelo silveira  de memória, 2013  colagem em papel e madeira  210 x 460 cm
marcelo silveira  a criação do mundo , 2012  caneta esfereográfica azul sobre papel branco e caixa de madeira  140 x 94,5 cm (cada)
marcelo silveira  paisagem xlvii, 2012  colagem  5 colagens de 100 x 100 cm (cada)
marcelo silveira  cuco, o livro da semana, 2010 / 2011  estêncil, caneta esferográfica sobre papel e madeira  dimensões variáveis
marcelo silveira  pele, 2009 / 2013  madeiras (cajacatinga) e pinos metálicos  235 x 157 x 60 cm
marcelo silveira  caixas de retratos (mesa), 2008 / 2009  10 caixas de madeira, vidro e latão, 500 colagens, mesa de madeira forrada com veludo  39 x 30 cm (cada caixa) / 120 x 220 cm (mesa)
marcelo silveira  caderno de escrita, 2006
marcelo silveira  quando o coração floresce (ira, solidão, alegria, carinho), 2005 / 2006  madeira cajacatinga e couro
marcelo silveira  combinação torreão, 2004
marcelo silveira  sem título, 2000  madeira e juta  80 x 150 x 100 cm
marcelo silveira
de memória, 2013
colagem em papel e madeira
210 x 460 cm

Marcelo Silveira produz trabalhos com repercussões tanto no campo da escultura quanto dos objetos apropriados. Com sua hibridez local, o trabalho do artista ocupa um espaço entre: metade dentro e metade fora do museu. A acumulação é uma das suas estratégias favoritas: objetos reminiscentes de aparelhos domésticos descaradamente esvaziados de qualquer uso funcional, mas que parecem carregar significados; esferas feitas de vários materiais e tamanhos diversos, imóveis, como se esperassem algum evento anunciado; centenas de objetos de vidro (copos, garrafas ou meros cacos)... Esses objetos convergem nas grandes coleções e livros de artista de Marcelo Silveira. De fato, a idiossincrática organização do artista é fundamental para sua produção, permitindo, por meio de uma certa ordem, que o outro entre no seu trabalho.

 

Armazém república (2004) é uma instalação composta de, no mínimo, dois segmentos distintos, que compartilham, com exceção do nome, a mesma estratégia de construção. Em um desses segmentos, uma centena de peças esculpidas em madeira são prendidas ao teto com faixas de couro, esperando por algum uso improvável. Em outro segmento, uma centena de objetos (copos, potes, espelhos, garrafas, vasos, lâmpadas e cacos quebrados) são organizados em prateleiras, formando um painel vertical e frágil contraposto pela horizontalidade opaca e robusta dos objetos de madeira pendurados acima.

 

Marcelo Silveira nasceu em 1962, em Gravatá, Pernambuco. Vive e trabalha em Recife. Participou da 1ª Bienal Internacional de Artes Plásticas de Buenos Aires, Argentina (2000); da 5ª Bienal do Mercosul, em Porto Alegre, Brasil (2005); da 4ª Bienal de Valência, Espanha (2007); da 29ª Bienal de São Paulo (2010); além das mostras coletivas O Guardião das coisas inúteis (MAMAM, Recife, Brasil, 2014); Além da biblioteca (Frankfurter Buchmesse, Frankfurt, Alemanha, 2013); Coleção Itaú de fotografia brasileira (Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil, 2013; Palácio das Artes, Belo Horizonte, Brasil, 2013); MAC 50: doações recentes 1 (Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil, 2013); Travessias 2 (Galpão Bela Maré, Rio de Janeiro, Brasil, 2013); Nova arte nova (Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, Brasil, 2009; Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo, Brasil, 2009); Panorama da arte brasileira  — contraditório (Alcalá 31, Madri, Espanha, 2008); Geração da virada: 10 + 1 (Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil, 2006). Entre suas exposições individuais recentes estão: Chronos (Galeria Nara Roesler, São Paulo, Brasil, 2012); Arquitetura de interiores (Galeria Nara Roesler, São Paulo, Brasil, 2008); e Marcelo Silveira (Centro Universitário Maria Antônia, São Paulo, Brasil, 2005).

 

 

 

Exposições