Lorelei, 2020

Biografia

Rodolpho Parigi integra a nova geração de artistas brasileiros que despontou a partir dos anos 2000. O trabalho do artista se faz no espaço limite entre abstração e figuração agenciando uma série de referências que vão desde a tradição da história da arte, com especial atenção à corporeidade barroca de Rubens, mas passa pelo design gráfico, publicidade, ilustrações científicas, cultura pop, pranchas de anatomia e música. Essa última, junto com a dança, é responsável por orquestrar a dinâmica dos gestos que criam suas figuras, ainda que o resultado se verifique muito mais no dinamismo das formas e da estrutura do que nas marcas do pincel sobre a superfície.

 

“Há algo de alquímico aqui”, resume Rodolpho Parigi sobre seu processo. De fato, ele opera uma transfiguração singular calcada no excesso em que fragmentos de imagens e formas das mais diversas origens configuram-se na tela pelo uso de cores saturadas e luminosas que efocam um futurismo retrô. O controle na execução e a organização apurada da composição provém de estratégias ornamentais que negam qualquer perspectiva tradicional e não deixam o olho descansar, levando-o a percorrer incessantemente o quadro. Nas pinturas de Parigi o high tech, presente na temática, encontra o virtuosismo da centenária técnica da pintura a óleo; assim como o orgânico, que não diferencia homem e animal, funde-se com a artificialidade da máquina, criando um provocativo efeito de estranhamento.

 

Rodolpho Parigi nasceu em 1977, em São Paulo, onde vive e trabalha. Principais exposições individuais incluem: Fancy Performance, na Pinacoteca do Estado de São Paulo (2017), em São Paulo, Brasil; Levitação, na Galeria Nara Roesler (2015), em São Paulo, Brasil; individual na Casa Modernista (2013), em São Paulo, Brasil; e AtraQue, na Galeria Nara Roesler (2011), em São Paulo, Brasil. Exposições coletivas incluem: Da humanidade: 100 artistas do acervo, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado (2020), em São Paulo, Brasil; Da tradição à experimentação, na Fundação Iberê Camargo (FIC) (2019), em Porto Alegre, Brasil; Histórias da sexualidade, no Museu de Arte de São Paulo (MASP) (2017), em São Paulo, Brasil; Unanimous Night, no Contemporary Art Centre (CAC) (2017), em Vilnius, Lituânia; LOL Levels of Life 1- 2, no Artspace (2014), em Auckland, Nova Zelândia; Works on Paper, no Rabitthole Space (2011), em Nova York, Estados Unidos. Suas obras fazem parte de importantes coleções institucionais, como: Instituto Itaú Cultural, São Paulo, Brasil; Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado (MAB-FAAP), São Paulo, Brasil; Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), Salvador, Brasil; e Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil; entre outras.

Exposições