Press Release

Nara Roesler tem o prazer de apresentar Cross-Cuts, exposição com curadoria de Luis Pérez-Oramas em cartaz de 12 de janeiro a 13 de fevereiro de 2021, que se desdobra em cinco instalações diferentes e marca a inauguração do novo espaço da galeria no Chelsea, em Nova York. A mostra se estruturou a partir da riqueza e variedade que constituem o portfólio Roesler, destacando nove artistas significativos: Antonio Dias, Paul Ramirez Jonas, Berna Reale, Cristina Canale, Karin Lambrecht, Maria Klabin, Milton Machado, Artur Lescher e Tomie Ohtake.

 

Cross-Cuts funciona como capítulos que enfocam um corpo específico na obra de cada artista, ou uma conversa entre dois ou três artistas. Acreditamos numa apreciação artística de mente aberta, capaz de descobrir por meio de justaposições relevantes, feitas de forma comparativa e analógica, novos significados que ampliem as ressonâncias estéticas e políticas”, afirma Luis Pérez-Oramas, Diretor Curatorial Sênior.

 

Cada uma das instalações que compõem a exposição aborda questões que dizem respeito à arte contemporânea no Brasil e nos Estados Unidos. O entrelaçamento entre arte e política nas práticas pós-conceituais é abordado nas pinturas de Antonio Dias em sua icônica série da década de 1970, A Ilustração da Arte. O diálogo sobre o significado social dos monumentos no espaço público e as políticas da violência se dá por meio de esculturas da série Ventriloquist (2013), de Paul Ramirez Jonas, e da documentação em vídeo e fotografia da performance Palomo (2013), de Berna Reale. A resiliência da pintura figurativa e pós-expressionista contemporânea evidencia-se nas obras de três pintoras brasileiras: as composições de Cristina Canale, entre o figurativo e o abstrato; a representação distintiva da figura e da paisagem em Maria Klabin; e a abstração imersiva multicolorida de Karin Lambrecht. A articulação entre escultura, arquitetura e paisagem no mundo pós-industrial pode ser verificada na escultura de gavetas de metal de Milton Machado, Pilha (2009), e na série Rios (2018-19), de Artur Lescher, com estruturas feitas com tiras de feltro ou aço. A unificação da escrita com a abstração está incorporada nas esculturas caligráficas, assim como nas pinturas em campos de cor e linhas, características da obra tardia de Tomie Ohtake.

 

Uma seleção de obras de outros artistas atualmente representados pela galeria também será exibida em uma sala adjacente. Ao lado desses trabalhos, haverá uma coleção de publicações, assim como de materiais digitais e impressos sobre a história, os artistas e o programa da galeria.