31.8 - 4.10.2014

a entrevista

phosphorus

são paulo, brasil

www.phosphorus.art.br

 

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phosphorus e galeria nara roesler apresentam: a entrevista

 

A exposição é o resultado de um denso diálogo entre a curadora da mostra

Maria Montero, gestora do Phosphorus, e, Rodolpho Parigi artista e criador de Fancy Violence, aparição que sai de uma pintura e invade o campo da arte.

O nascimento de Fancy Violence desestabilizou o criador e seu entorno, é para isso que veio ao mundo, para criar ruído. 

O que uma mudança de pele dessa natureza provoca?

Alter-ego, personagem, heterônimo...Mas afinal o que é Fancy Violence?

Essa é uma questão presente na exposição, mas não é definitivamente a questão central.

Não se trata de uma necessidade de definir ou esclarecer.

O foco da exposição é problematizar a dualidade, a tensão gerada entre dois polos, quase opostos. O embate estético e ético entre esses artistas (já que ela também é artista). 

Como compartilham um corpo, uma casa, uma vida?

Quais são os limites de um e de outro. Quais são os procedimentos poéticos e construtivos de cada um deles?

Como um afeta a existência do outro?

Tendo em mente essa provocação, a exposição foi sendo pensada como um trabalho conjunto em progresso, onde cada conversa impulsionava movimentos para novas direções.

A produção de Fancy é mostrada pela primeira vez de modo amplo. São pinturas, nanquins e um escandaloso auto-retrato em paetês dialogando com os nanquins de Parigi.

A escolha do local tem a ver com o ambiente por onde Fancy circula. Fora do circuito, porém, no centro.

A exposição conta também com um vídeo onde a curadora entrevista simultaneamente os dois "personagens".

Vida e ficção se confundem num jogo de linguagem onde primeiras e terceiras pessoas se mesclam criando um corpo único.