Biografia

Mônica Ventura (n. 1985, São Paulo, Brasil) é artista visual e designer, formada em Desenho Industrial pela FAAP, e mestre em Poéticas Visuais (PPGAV) pela ECA-USP, cujo trabalho investiga filosofias e processos construtivos de arquitetura e artesanato pré-coloniais do continente africano, de povos ameríndios e filosofia védica. Para Ventura, esse mergulho em saberes ancestrais é uma forma de reconexão pessoal. “A ancestralidade é uma chave para lembrarmos de quem somos e de seguir se desvinculando do plano colonizador que visa polir a individualidade”, explica. 

 

Utilizando essa pesquisa como base para práticas artísticas atravessadas por experiências pessoais, suas obras abordam o feminino e a racialidade em narrativas que buscam compreender a complexidade psicossocial da mulher afrodescendente em diferentes contextos. Sua prática multidisciplinar abrange vídeo, escultura e pintura, tem interesse pela cosmologia e cosmogonia afro-ameríndia. Ao desafiar o formalismo estético, Ventura cria um "belo ruído organizado", que convida o público a refletir sobre identidade, memória e poder.

 

Mônica Ventura vive e trabalha em São Paulo, Brasil. Dentre suas exposições individuais, figuram: Antes da forma, o encanto, na Nara Roesler (2026), em São Paulo, Brasil; Mônica Ventura: Daqui um Lugar, na Pinacoteca do Estado de São Paulo (2025) em São Paulo, Brasil; A Noite Suspensa ou o que posso aprender com o Silêncio, no Instituto Inhotim (2023) em Brumadinho, Brasil e O Sorriso de Acotirene, no Centro Cultural São Paulo (2018), São Paulo, Brasil. Participou de importantes exposições coletivas em museus e instituições, como: Cantando Bajito (Incantations), na Ford Foundation (2024), em Nova York, EUA; Encruzilhadas da Arte Afro-brasileira, no Centro Cultural Banco do Brasil (2023) em São Paulo, Brasil; Brasil Futuro: Formas da Democracia,  no Museu da República (2023), Brasília, Brasil; Carolina Maria de Jesus: um Brasil para os brasileiros,  no Instituto Moreira Salles (2021), em São Paulo, Brasil; Enciclopédia Negra, na Pinacoteca do Estado de São Paulo (2021), em São Paulo, Brasil; e Histórias Feministas, no Museu de Arte de São Paulo (2019), em São Paulo, Brasil. Seu trabalho integra também as coleções do Instituto Inhotim, em Brumadinho, Brasil, e da Pinacoteca de São Paulo, São Paulo, Brasil.