cao guimarães
sem título da série ilhas, 2013
impressão digital sobre papel algodão
61 x 83 cm

Os trabalhos de Cao Guimarães são peças audiovisuais expandidas, frequentemente estabelecidas no trânsito entre a película, a partir do uso de Super-8, e o vídeo. Desse modo, sua obra constrói fortes conexões com as artes visuais, sem, contudo, filiar-se de modo determinante a nenhum grupo ou vertente específica. O artista cria, ainda, um inventário de momentos variados e visualmente marcantes da vida cotidiana. Seja capturando a utopia inóspita de Brasília, formigas carregando confetes no fim do carnaval, ou bolhas de sabão flutuando pelos corredores de uma casa vazia, seus trabalhos expandem a ideia e o vocabulário da forma documental através dos meios utilizados.

 

O artista também trabalha com fotografia, como é o caso da série Gambiarras. Sua habilidade de improvisação dá origem a momentos de estranhamento e fascínio capazes de deslocar nosso olhar para objetos e situações comuns, ressignificando-os a partir da exploração duração e do foco. O prática fotográfica de Guimarães não se distancia muito de sua produção audiovisual. Ambas partem de premissas documentais daquilo que nos parece habitual. Mesmo a ausência de movimento, característica da imagem fotográfica, é compensada pela sequencialidade e justaposição a outras imagens, compondo séries que poderiam ser fragmentos, ou frames, de um filme do artista.

 

Seus filmes foram exibidos em inúmeros festivais, no Brasil e no exterior, tais como Berlin International Film Festival (2014); Sundance Film Festival (2007); Cannes Film Festival (2005); Rotterdam International Film Festival (2005, 2007 e 2008), entre outros. O artista nasceu em Belo Horizonte, em 1965, cidade onde vive e trabalha. Entre suas últimas exposições individuais, estão o projeto Ver é uma fábula, que percorreu o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC) (2018), em Fortaleza, Brasil, o Instituto Itaú Cultural (2013), em São Paulo, Brasil e a Galerie Anita Beckers (2013), em Frankfurt am Main, Alemanha; Después, na Galerie Xippas (2016), em Punta del Este, Uruguai; Estética da gambiarra, no Sesc Interlagos (2015), em São Paulo, Brasil. Entre suas mostra coletivas, encontramos seus trabalhos na: 7ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea, Espanha (2018); 34º, 32º e 27º Panorama da Arte Brasileira, Brasil(2015, 2011 e 2001); Art and Space, no Guggenheim Bilbao Museum (2017), em Bilbao, Espanha; Video Art in Latin America, II Pacific Standart Time: LA/LA (PST: LA/LA), no LAXART (2017), em Hollywood, Estados Unidos; From the Margin to the Edge: Brazilian Art and Design in the 21stCentury, na Somerset House (2012), em Londres, Reino Unido. A obra de Guimarães está representada internacionalmente em museus e coleções privadas, incluindo: Fondation Cartier Pour L’art Contemporain, Paris, França; Tate Modern, Londres, Reino Unido; Guggenheim Museum, Nova York, EUA; Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo, Brasil; Museum of Moderm Art (MoMA), Nova York, EUA.

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