xavier veilhan
studio venezia, 2017
instalação no pavilhão Francês na Biennale de Veneza
variable dimentions
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Desde meados da década de 1980, o artista francês Xavier Veilhan (n. 1963, vivendo em Paris) criou um aclamado conjunto de obras - escultura, pintura, instalação, performance, vídeo e fotografia - definidos por seu interesse seja no vocabulário da modernidade (velocidade, movimento, vida urbana, etc) quanto na estatuária clássica. Seu trabalho é tributário às invenções e inventores de nossos tempos modernos, por meio de uma linguagem artística formal que mistura os códigos da indústria e da arte.

Para Xavier Veilhan, a arte é "uma ferramenta de visão pela qual devemos olhar para entender nosso passado, presente e futuro". Suas exposições e intervenções in-situ em cidades, jardins e casas questionam nossa percepção ao criar um espaço ambulatório em evolução no qual o público se torna ator. Ao associar escultura, cenário, música e figuras vivas, ele cria trabalhos para criar exposições. A estética deles revela um contínuo de forma, contorno, imutabilidade e dinâmica, que convidam o espectador a uma nova leitura do espaço e, então, criar todo um repertório de sinais, o teatro de uma sociedade.

Em 2009, Xavier Veilhan criou a exposição Veilhan Versailles no Palácio e jardins de Versalhes. Entre 2012 e 2014, o artista desenvolveu Architectones, uma série de intervenções em sete grandes edifícios modernistas pelo mundo. Seu interesse pela arquitetura foi levado a um novo patamar em 2014, quando projetou o Château de Rentilly. Em 2015, dirigiu dois filmes que ampliam essas explorações espaciais: Vent Moderne (La Villette, Paris) e Matching Numbers (3a Cena, Opéra national de Paris).  Ele alimenta seu material de pesquisa com regulares colaborações musicais com artistas como a banda Air, o músico Sébastien Tellier ou a pioneira compositora Eliane Radigue, para quem ele criou em 2013 a performance SYSTEMA OCCAM.

 

Frequentemente investindo no espaço público, Xavier Veilhan instalou esculturas em várias cidades da França - Bordeaux (Le Lion, 2004), Tours (Le Monstre, 2004), Lyon (Les Habitants, 2006), Paris (Renzo Piano e Richard Rogers, 2013) – e no exterior: Nova York (Jean-Marc, 2012), Xangai (Alice, 2013), Suécia (Julian, 2014) e Seul (The Skater, 2015).

 

Xavier Veilhan foi escolhido para representar a França na 57ª Biennale di Venezia (maio-novembro de 2017) com sua instalação musical imersiva, Studio Venezia, com curadoria de Lionel Bovier e Christian Marclay.

 

 

Exposições

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