Sheila Hicks é uma das mais importantes artistas do modernismo tardio no Ocidente, pioneira na arte moderna baseada em técnicas têxteis e na tecelagem e presença destacada no panorama da arte contemporânea desde a década de 1960. Sua produção iniciou-se no final dos anos 1950, logo após ela ter finalizado seus estudos na Universidade de Yale sob orientação dos artistas Josef e Anni Albers, esta, especialista em técnicas têxteis da escola da Bauhaus. Artista global avant la lettre, Hicks realizou inúmeras viagens, nas quais dedicava-se a estudar a cultura de cada lugar e suas práticas locais, com foco, sobretudo, naquelas relacionadas à tecelagem e à produção têxtil em países como México, Marrocos, Japão, Peru, Israel, Suécia e Colômbia.
Seu trabalho caracteriza-se pela investigação da escala, variando do mínimo ao monumental e frequentemente ocupando o espaço limiar entre arte, design, artesanato e arquitetura. Dentro da multiplicidade de sua produção, Sheila Hicks sempre confere à cor o papel de destaque, de modo a evocar suas incursões iniciais na pintura. A artista também tornou-se conhecida por utilizar uma vasta gama de materiais, desde pedaços de ardósia e fios até uniformes de enfermeiros e militares. Recentemente, Hicks começou a realizar experimentos com materiais biodegradáveis, que, embora estejam fadados a se desintegrar fisicamente, não chegam propriamente a desaparecer, uma vez que a artista procura despertar, ou construir, experiências memoráveis, perenes e auráticas.
Sheila Hicks nasceu em Hastings, Estados Unidos, em 1934. Atualmente, vive e trabalha em Paris, França.
Exposições e projetos individuais recentes incluem: Sheila Hicks, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, Brasil (2026); Sheila Hicks, no West Bund Museum, em Xangai, China (2026); New Work: Sheila Hicks, no SFMOMA, em São Francisco, Estados Unidos (2025); Hatano and Bill, Linked Destinies, na Shibunkaku, em Tóquio, Japão (2025); Sheila Hicks, na Kunsthalle Düsseldorf, em Düsseldorf, Alemanha (2024); A Little Bit of a Lot of Things, no Kunstmuseum St. Gallen, em St. Gallen, Suíça (2023); Woven Wonders, no Coal Drops Yard, King’s Cross, em Londres, Reino Unido (2022); Reencuentro, no Museo Chileno de Arte Precolombino, em Santiago, Chile (2019); Sheila Hicks: Lignes de Vie, no Centre Georges Pompidou, em Paris, França (2018); e Sheila Hicks: Hilos libres. El textil y sus raíces prehispánicas, 1954–2017, no Museo Amparo, em Puebla, México (2017).
Seus trabalhos figuraram nas seguintes exposições coletivas recentes: Woven Histories: Textiles and Modern Abstraction, no Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York, Estados Unidos, e na National Gallery of Canada, em Ottawa, Canadá (2025); 13th Liverpool Biennial, na Tate Liverpool e RIBA North, em Liverpool, Reino Unido (2025); Weaving Abstraction in Ancient and Modern Art, no Metropolitan Museum of Art, em Nova York, Estados Unidos (2024); HARD/SOFT: Textiles and Ceramics in Contemporary Art, no MAK, em Viena, Áustria (2023); Women in Abstraction, no Centre Pompidou, em Paris, França, e no Guggenheim Bilbao, em Bilbao, Espanha (2021); 57th International Art Exhibition – La Biennale di Venezia, em Veneza, Itália (2017); 20th Biennale of Sydney, em Sydney, Austrália (2016); 77th Whitney Biennial, em Nova York, Estados Unidos (2014); 30ª Bienal de São Paulo, em São Paulo, Brasil (2012); Douze Ans d’Art Contemporain en France, no Grand Palais, em Paris, França (1972); e Wall Hangings, no Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York, Estados Unidos (1969).
Seus trabalhos podem ser encontrados em importantes coleções ao redor do mundo, tais como: Centre Georges Pompidou, em Paris, França; National Museum of Art (anteriormente, Museum of Decorative Arts and Design), em Oslo, Noruega; Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York, Estados Unidos; National Museum of Modern Art, em Tóquio, Japão; Stedelijk Museum, em Amsterdã, Países Baixos; e Tate, em Londres, Reino Unido.