No meio, 2016

óleo sobre tela

160 x 120 cm

Press Release

+

A Galeria Nara Roesler | São Paulo apresenta No Meio, individual de Bruno Dunley que reúne obras realizadas entre 2015 e 2018, acompanhada de texto de Tadeu Chiarelli. O crítico aponta que os artistas reagem de diferentes maneiras diante desse oceano de imagens que atinge a todos. “Há aqueles que se afogam com prazer nas águas turvas da internet, à caça de ícones passíveis de serem processados e tornados ‘obras’, e aqueles que, como Dunley, mesmo que também envoltos nessas mesmas águas e levados a nelas buscar o alimento para suas produções, resistem a se deixar afogar pelas correntezas do inócuo que governam as profundezas desse oceano”.

 

Chiarelli destaca a pintura que dá nome à mostra, No meio (2016), que pode ser entendida como um emblema dos artistas que resistem à naturalização desse excesso imagético. “No meio apresenta-se como um espelho que aparentemente nada reflete e onde está escrita a expressão ‘o meio’ (escrita, não refletida)”.

 

Para o crítico, o conjunto de pinturas que o artista vem produzindo nos últimos anos está repleto desses tipos de espelhos que não refletem o mundo, mas que marcam um lugar preciso no centro de muitas de suas pinturas. “Produzindo essas obras que se situam entre a afirmação do fazer pictórico e a presença de signos provenientes daquele mar de imagens tornado, em definitivo, a nossa nova primeira natureza, Dunley parece encontrar nesses espelhos cegos que produz a última fortaleza, ou a última lanterna a servi-lhe de guia para não submergir em definitivo”.

Vistas da Exposição

+

vista da exposição -- bruno dunley: no meio -- galeria nara roesler | são paulo, 2018

Press

+
  • a pintura reinventada Download

    a pintura reinventada

    antonio gonçalves filho, o estado de s. paulo 23.6.2018
  • pintura é estrela em mostras nos jardins Download

    pintura é estrela em mostras nos jardins

    folha de s.paulo - guia da folha 22.6.2018

Texto Crítico

+
  • sobre os espelhos de bruno dunley ou em busca da lanterna dos afogados

    tadeu chiarelli
    Inicio este texto com o seguinte dado: Bruno Dunley, 34 anos, tem onze anos de carreira como pintor profissional (sua primeira individual foi em 2007). Assim, pode-se dizer que o artista surge no mesmo período em que já estão implantados a internet e seus dispositivos na vida da maioria das pessoas, ampliando e mudando por completo nossa percepção da arte e da realidade[1] . Essa nova situação eleva de forma exponencial a presença das imagens de segunda geração em nosso cotidiano, condição que parte considerável da sociedade global já vivia desde, pelo menos, o final da II Grande Guerra. Durante os anos 1980, tal cenário ganharia o seu primeiro período de apogeu, sobretudo no campo da produção artística. Naquela década – há mais ou menos 30 anos, portanto –, alguns artistas e críticos chamavam a atenção para um fenômeno que caracterizava parte considerável da arte de então: a “volta ao museu”. Eles sublinhavam que a produção artística daquela década (mais conhecida como os anos da “volta à pintura”),...