15.9.2019

o que não é floresta é prisão política

galeria reocupa, ocupação nove de julho, são paulo, brazil

A exposição O que não é floresta é prisão política é uma mostra coletiva em múltiplos sentidos. Ela apresenta um grande conjunto de obras de mais de 60 artistas. Contudo, a organização e articulação entre os trabalhos não é centralizada na figura de um curador, mas provém da deliberação em grupo. Há, ainda, a dimensão comunitária do próprio espaço onde as obras se inserem. A Galeria Reocupa localiza-se na Ocupação Nove de Julho. O antigo prédio do INSS recuperado, desde 2016, pelo Movimento Sem Teto do Cento (MSTC) é o atual lar de mais de 120 famílias. Os trabalhos não se restringem aos limites físicos da galeria, nem constroem hierarquia, mas se espalham por diversos lugares da ocupação.

 

A floresta é o espaço natural, uma espécie de lar ancestral e, principalmente, um organismo vivo. Sendo assim, ela se encontra em constante processo, renovando-se e reformulando-se continuamente. Já a prisão é a expressão máxima dos mecanismos biopolíticos que regram e dirigem nossa sociedade, cerceando nosso arbítrio. Pelo método e pelo conceito expositivo, O que não é floresta é prisão política aposta na organicidade coletiva, presente na metáfora da floresta, como experiência de liberdade possível em nosso contexto social que aprisiona a partir de uma falsa impressão libertária.


Não há data de encerramento definida para a mostra. Durante esse período, ocorrerão uma série de atividades e eventos semanais, renovando os afetos colaborativos. Entre a multidão de obras e artistas, pode-se observar a pintura Diabo (2010), de Bruno Dunley e a fotografia Cono Norte (San Martin de Porres) (2011), de Lucia Koch.

 

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