isaac julien
stones against diamonds, 2015
vista da instalação
elisabethenkirche, basel

Isaac Julien é um dos mais importantes e influentes artistas britânicos no campo das instalações e cinema. Julien nasceu em 1960 em Londres e estudou na St Martins' School of Art de 1980 a 1984. Em seu trabalho, o artista utiliza elementos de disciplinas e práticas variadas (cinema, dança, fotografia, música, teatro, pintura e escultura), comentando sobre elas e as reunindo em instalações audiovisuais dramáticas, obras fotográficas e documentários.

 

Seu filme Young Soul Rebels, de 1991, recebeu o prêmio Semaine de la Critique no Festival de Cinema de Cannes. Frantz Fanon: Black Skin, White Mask,  co-dirigido com Mark Nash em 1996, recebeu o Grande Prêmio Pratt and Whitney Canada. Julien também ganhou o Prêmio McDermott do MIT e o Prêmio The Golden Gate Persistence of Vision (2014) no Festival de Cinema de São Francisco. Em 2015, Isaac Julien recebeu o Prêmio Kaino por Excelência Artística. Julien foi indicado para o Turner Prize em 2001 por The Long Road to Mazatlán (1999) e Vagabondia (2000) e é o autor de obras aclamadas como Western Union (Small Boats) (2007), Fantôme Afrique (2005), True North (2004) e muitas outras. Em 2008, Julien colaborou com Tilda Swinton num filme biográfico, Derek, sobre Derek Jarman, que estreou no Festival de Cinema de Sundance naquele mesmo ano.

 

Julien apresentou seus trabalhos na Documenta 11 (2002), na 7ª Bienal de Gwangju (2008) e na Trienal de Paris (2012). O artista também teve diversas exposições individuais em instituições como o Art Institute of Chicago (2013), MCA San Diego (2012), Bass Museum, Miami (2010) e Centre Pompidou (2005), entre outras. No inverno de 2013-2014, sua instalação Ten Thousand Waves, de 2010, ficou exposta no Museu de Arte Moderna de Nova York, projetada em nove telas frente e verso numa configuração dinâmica concebida especialmente para o The Donald B. and Catherine C. Marron Atrium, átrio do museu.

 

A mais recente exposição de Isaac Julien no De Pont Museum foi a retrospectiva Riot, que cobriu trinta anos de sua carreira. Para a 56aBienal de Veneza, em colaboração com o curador Okwui Enwezor, Isaac Julien está dirigindo uma série de performances, leituras e projeções relacionadas a O Capital, de Marx, além de uma instalação de sua obra homônima, KAPITAL (2013). A nova instalação de Isaac Julien, Stones Against Diamonds, também vai estrear durante a Bienal, como parte do programa Rolls Royce Art. A obra de Julien está representada em coleções de instituições do mundo todo. Em 213, Riot, uma monografia sobre sua carreira até o momento, foi publicada pelo MoMA de Nova York.

 

 

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