sérgio sister
caixa grande, 2014
óleo sobre madeira
53 x 30 x 15 cm (cada)

Sérgio Sister iniciou sua produção no final da década de 1960, período em que atuou como jornalista e se aproximou da militância política de resistência ao regime militar brasileiro (1964 – 1985). Em 1970, Sister foi preso pelo Departamento Estadual de Ordem Política e Social (Deops-SP) e, durante dezenove meses, esteve encarcerado no Presídio Tiradentes, em São Paulo, participando de oficinas de pintura realizadas na instituição. Como parte da geração 80, ele revisita uma antiga temática pictórica: a interação entre superfície e tridimensionalidade, na tentativa de liberar a pintura no espaço. O que marcou sua produção da época é a superposição de camadas cromáticas, resultando em campos de cor autônomos que coexistem harmoniosamente.

 

Hoje, seu trabalho combina pintura e escultura. Ele utiliza suportes derivados de estruturas encontradas e de sistemas designados a servir a nossas necessidades cotidianas, como observado nas séries Ripas, produzida desde o final dos anos 1990, e Caixas, desde 1996, cujos nomes referem-se aos produtos manufaturados dos quais derivam. São pinturas escultóricas feitas a partir de vigas de madeira encontradas, lembrando engradados, pórticos ou caixilhos de janelas. Sister pinta as vigas de madeira em várias cores e as monta em configurações que fazem surgir variadas profundidades, sombras e experiências de cor.

 

Sérgio Sister nasceu em 1948, em São Paulo, onde reside e trabalha. Entre suas exposições individuais recentes, destacam-se: Sérgio Sister: o sorriso da cor e outros engenhos, no Instituto Ling (2019), em Porto Alegre, Brasil;Sérgio Sister, na Kupfer Gallery (2017), em Londres, Reino Unido; Sergio Sister: Malen Mit Raum, Schatten und Luft, na Galerie Lange + Pult (2016), em Zurique, Suíça; Expanded Fields, no Nymphe Projekte (2016), em Berlim, Alemanha; Ordem Desunida, na Galeria Nara Roesler (2015), em São Paulo, Brasil. Participou das 9a e 25a edições da Bienal de São Paulo, Brasil (1967, 2002). Exposições coletivas recentes incluem: A linha como direção, na Pina Estação (2019), em São Paulo, Brasil; The Pencil is a Key: Art by Incarcerated Artists, no The Drawing Center (2019), em Nova York, Estados Unidos; Géométries Américaines, du Mexique à la Terre de Feu, na Fondation Cartier pour l’Art Contemporain (2018), em Paris, França; AI-5 50 anos – Ainda não terminou de acabar, no Instituto Tomie Ohtake (ITO) (2018), em São Paulo, Brasil; e MAC USP no século XXI – A era dos artistas, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP) (2017), em São Paulo, Brasil (2017). Suas obras fazem parte de importantes coleções, tais como: François Pinault Collection, Veneza, Itália; Fundación/Colección Jumex, Cidade do México, México; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-Rio), Rio de Janeiro, Brasil; Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil, entre outras.

 

Exposições

Notícias

Press

  • “THE PENCIL IS A KEY: DRAWINGS BY INCARCERATED ARTISTS” Download View article

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    Cyrus Dunham, Artforum 25.9.2019
  • an act of resistance: sergio sister exhibits art made as a political prisoner View article

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    Cynthia Garcia, Newcity 17.9.2019
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    sérgio sister e suas armas de resistência

    tadeu chiarelli, arte brasileiros 22.8.2019
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    Sherry Paik, Ocula 9.8.2019
  • a cor no espaço

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    Antonio Gonçalves Filho, O Estado de S. Paulo 22.2.2013