milton machado
köln, 2013
nanquim sobre papel
75 x 100 cm

Em seus primeiros trabalhos, majoritariamente desenhos realizados durante o período da ditadura, Milton Machado usava sua formação em arquitetura para criar projetos e relatos aparentemente lógicos que, na realidade, eram fictícios e inviáveis. Ao longo das décadas seguintes, o artista aumentou progressivamente a escala de sua produção e ampliou a diversidade dos gêneros utilizados, passando a incluir objetos, esculturas, vídeo, fotografia e grandes instalações. Ainda assim, continua explorando a tensão produzida pelo questionamento dos modelos de conhecimento científico que resulta de suas indagações artísticas.

 

Com suas intervenções, Milton Machado cria ou evidencia relações que são surpreendentes e reveladoras, preenchendo lacunas entre campos teoricamente separados: indústria e arte, arquitetura e imagem, família e política etc. Evitando conexões explícitas, ele usa a crítica e o humor misturados a um tom de profunda ironia e desilusão, de modo a criar narrativas visuais inventadas. Destaca-se, na sua obra, a série História do futuro, em andamento há 30 anos: uma fábula urbana que mescla teoria crítica, arquitetura e planejamento urbano, para discutir os movimentos dinâmicos e imprevisíveis da vida e morte de uma cidade ficcional. 

Milton Machado nasceu em 1947, no Rio de Janeiro, cidade onde vive e trabalha. Suas mais recentes mostras individuais são: X, na Galeria Nara Roesler (2016), no Rio de Janeiro, Brasil; Cabeça, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-BH) (2015), em Belo Horizonte e no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-RJ) (2015), no Rio de Janeiro, Brasil; e Mão Pesada, na Galeria Nara Roesler (2013), em São Paulo, Brasil. Exposições coletivas de que participou recentemente incluem: In Memoriam, na Caixa Cultural Rio de Janeiro (2017), no Rio de Janeiro, Brasil; Em polvorosa, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) (2016), no Rio de Janeiro, Brasil; Made in Brasil, na Casa Daros (2015), no Rio de Janeiro, Brasil; Imagine Brazil, no DHC/ART Foundation for Contemporary Art (2015), em Montreal, Canadá; Where the streets have no name, no CSS Bard and Hessel Museum of Art (2014), em Nova York, EUA. Suas obras integram numerosas coleções, tais como: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-Rio), Rio de Janeiro, Brasil; Museo de Arte de Lima, Peru; Museo Civico Gibellina, Gibellina, Itália; Daros Foundation, Zurique, Suíça; Essex Collection of Art from Latin America (ESCALA), University of Essex, Colchester, Reino Unido.

 

Exposições

Press

  • objet trouvé: luis pérez-oramas curates a poetic and subtle group exhibition at galeria nara roesler Download View article

    objet trouvé: luis pérez-oramas curates a poetic and subtle group exhibition at galeria nara roesler

    cynthia garcia, Newcity Brasil 10.12.2019