virginia de medeiros
manilas bar – casa da marinalva - da série em torno dos meus marítimos, 2014
fotografias e vídeo
4 fotografias 50 x 70 cm cada e um vídeo 8”55’

Virginia de Medeiros utiliza estratégias documentais como forma de transgredir relatos hegemônicos e questionar o limite entre realidade e ficção. A artista adapta imagens de documentários e relatos de experiências, revendo representações da realidade e da alteridade por meio da subjetividade. Suas obras em vídeo e instalações audiovisuais buscam sempre mesclar a linguagem da arte e a mídia, bem como expandir as possibilidades estéticas e tecnológicas de engendramento de novas formas de expressão.

 

Sérgio e Simone  (2007-2014), obra que participou da 31a Bienal de São Paulo (2014) e premiada no 18o Festival de Arte Contemporânea Videobrasil com o Prêmio de Residência ICCo retrata Simone, uma travesti, que morava numa casa arruinada na Ladeira da Montanha, uma das mais degradadas da cidade de Salvador. Simone era usuária de drogas e, cerca de um mês depois da primeira filmagem, ele entra em convulsão por causa de uma overdose de crack, seguida de um delírio místico, no qual acredita ter se encontrado com Deus. A partir desse episódio Simone abandona a sua condição de travesti, retoma o seu nome de batismo Sérgio e, num surto de fanatismo, se considera uma das últimas pessoas envidas por Deus para salvar a humanidade.

 

Nascida em Feira de Santana/BA, Brasil, em 1973, Medeiros vive e trabalha em São Paulo/SP, Brasil. Participou de bienais como Jogja Biennale XIV, Yogyakarta, Indonésia (2017), e as 27ª e 31ª edições da Bienal de São Paulo, São Paulo/SP, Brasil (2006 e 2014), bem como do 32º Panorama da Arte Brasileira, Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), São Paulo/SP, Brasil (2011). Exposições recentes mais importantes incluem: Alma de Bronze, individual na Ocupação 9 de Julho, São Paulo/SP, Brasil (2018); Studio Butterfly e outras fábulas, individual na Galeria Fayga Ostrower, Complexo Cultural Funarte Brasília, Brasília/DF, Brasil (2018); ARTE DEMOCRACIA UTOPIA – Quem não luta tá morto, coletiva no Museu de Arte do Rio (MAR), Rio de Janeiro/RJ, Brasil (2018); Forms of Resistance, coletiva em The Golden Thread Gallery, Londres, Reino Unido (2017); Histórias da sexualidade, coletiva no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), São Paulo/SP, Brasil (2017); Nada levarei quando morrer, aqueles que me devem cobrarei no inferno, coletiva no Galpão VB, São Paulo/SP, Brasil (2017); e Orixás, coletiva na Casa França-Brasil, Rio de Janeiro/RJ, Brasil (2016). Principais premiações incluem: Prêmio PIPA 2015 nas modalidades Voto Popular e Júri, Rio de Janeiro/RJ, Brasil (2015); 5º Prêmio Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas, Brasil (2015); Rede Nacional Funarte Artes Visuais 2009, Fundação Nacional de Artes (Funarte), Rio de Janeiro/RJ, Brasil (2009); entre outras. Suas obras fazem parte de importantes acervos institucionais, como: Associação Cultural Videobrasil, São Paulo/SP, Brasil; Centro Cultural São Paulo (CCSP), São Paulo/SP, Brasil; Instituto Inhotim, Brumadinho/MG, Brasil; IP Capital Partners Institute, Rio de Janeiro/RJ, Brasil; Museu de Arte do Rio (MAR), Rio de Janeiro/RJ, Brasil; entre outros.

Exposições

Notícias

Press

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    Folha de S. Paulo 11.8.2018
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    Paula Alzugaray, Select 21.5.2018
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    DasArtes 21.3.2018