abraham palatnik
aparelho cinecromático sf-4 , 1954 / 2004
madeira, metal, tecido sintético, lâmpadas e motor
61,5 X 81,5 X 20 cm
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Abraham Palatnik (n. 1928, Natal, Brasil) vive e trabalha no Rio de Janeiro. As investigações desse pioneiro da arte cinética no Brasil levaram a uma compreensão inédita dos fenômenos visuais. Em 1932, Palatnik mudou-se para Tel Aviv, onde cursou especialização em Motores de Combustão Interna na Montefiore School, além de estudar pintura, desenho e história da arte no Instituto Municipal de Arte. Em 1947, de volta ao Rio de Janeiro, Palatnik passou a visitar o Hospital Psiquiátrico Dom Pedro II, coordenado pela Dra. Nise da Silveira. Ao ver obras de pacientes esquizofrênicos, que apresentavam uma produção excepcional, mesmo sem treinamento artístico prévio, percebeu que sua própria produção era impotente à luz do trabalho daqueles artistas que, em sua maioria, nem sabiam o significado da palavra “arte”. Assim, abandonou o trabalho com pincéis e adotou uma relação mais livre entre forma e cor. O resultado inicial de sua pesquisa, seu primeiro Aparelho Cinecromático – uma escultura de luz motorizada que criava um jogo de luz e sombra no espaço – foi premiado na 1ª Bienal de São Paulo, em 1951. Desde que recebeu uma menção honrosa do júri internacional pela obra Objeto Cinecromático: Azul e Roxo em Primeiro Movimento (Aparelho Cinecromático: Abraham Palatnik -- W-861, 2016 – acrílico sobre madeira -- 70 x 80 x 5 cm Azul e Roxo em Primeiro Movimento, 1951) na 1ª Bienal de São Paulo, em 1951, participou de oito edições da Bienal de São Paulo (entre 1951 e 1963) e da 32ª Bienal de Veneza (1964). Na década de 1950, além de criar aparelhos cinecromáticos e objetos cinéticos, Palatnik mudou de foco, passando a desenvolver composições em papelão e madeira. Por mais de sessenta anos, a prática de Palatnik questionou o tempo, o movimento e a relação do homem com a natureza. Para ele, a função do artista é disciplinar a percepção do caos. Entre suas exposições mais recentes está “A Reinvenção da Pintura” (2017), exposta no Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro (2017), numa retrospectiva de sua profícua carreira. 

A mostra já havia sido apresentada na Fundação Iberê Camargo em Porto Alegre (2015), no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba (2014), no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM-SP (2014) e no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília (2013).

Exposições

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