eduardo coimbra
escada, 2014
relevo em madeira
150 x 120 cm

Os desenhos, pinturas, maquetes e objetos de Eduardo Coimbra apontam para um pronunciado interesse pela paisagem e pelas questões de percepção espacial, bem como para as infinitas ramificações que essa reflexão pressupõe – em especial, a inadequação entre aparência e realidade, e o lugar da produção contemporânea na história do gênero iconográfico clássico. De acordo com o curador Agnaldo Farias, “o artista parece defender a ideia que tanto é tangível à paisagem exterior, aquela pela qual se passeia ao mesmo tempo em que se vai colhendo com os olhos, quanto às representações da paisagem. Mais do que isso, trata-se de dois termos indissociáveis. Isto porque a pele do mundo é igualmente constituída pelas ideias e imagens que lhes são extraídas. Aquele que passeia pelo mundo é simultânea e inevitavelmente centro desse mundo; é quem o funda.” 

 

Coimbra iniciou sua carreira no começo dos anos 1990, com trabalhos em que objetos familiares eram reinventados pelo uso de pequenos motores, luminosos e mecanismos elétricos. Ao longo dos anos, o foco de sua ação tem se deslocado gradualmente para trabalhos em grande escala, culminando com a realização de importantes instalações públicas. Para além desses comissionamentos, cabe notar que até sua produção mais intimista, ­– como a da série de maquetes realizadas a partir de 1999, ou as fotografias/colagens em que ilhas aparecem flutuando no céu, num cenário quase onírico – sugerem o interesse pela grandiosidade e pelo diálogo real com a presença humana.

 

Eduardo Coimbra nasceu em 1955, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha. Algumas de suas mostras individuais recentes são: Fatos arquitetônicos, na Galeria Nara Roesler (2015), no Rio de Janeiro, Brasil; Uma escultura na sala, na Casa de Cultura Laura Alvim (2015), no Rio de Janeiro, Brasil; Futebol no Campo Ampliado, no Paço Imperial (2014), no Rio de Janeiro, Brasil; Projeto Nuvem, no Lexus Hybrid Art Project (2013), em Moscou, Rússia. Participou da 29ª Bienal de São Paulo, Brasil (2010) e da 3ª Bienal do Mercosul, Brasil (2001). Exposições coletivas recentes incluem: Horizontes – A paisagem nas coleções MAM Rio, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) (2018), no Rio de Janeiro, Brasil; Cá entre nós, na Galeria Villa Aymoré (2018), no Rio de Janeiro, Brasil; Fronteiras, limites, interseções: entre a arte e o design, na Caixa Cultural (2017), em São Paulo, Brasil; Brazil, Beleza?!, no Museum Beelden aan zee (2016), em Haia, Países Baixos. Suas obras fazem parte de importantes coleções institucionais,como: Instituto Itaú Cultural, São Paulo, Brasil; Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte, Brasil; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), Rio de Janeiro, Brasil; Museu do Açude, Rio de Janeiro, Brasil; Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brazil.

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    Luisa Duarte, InfoGlobo – O Globo 18.5.2015
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    Kate Belan, POPSOP 24.4.2013