paul ramirez jonas
Public Trust, 2016
letreiro, mesa, textos cívicos e sagrados, 950 promessas de pessoas comuns, 84 promessas de figuras públicas, grafite e papel
variadas (aprox. 478 x 478 cm)

Desde a década de 1990, Paul Ramirez Jonas tem realizado proposições tão diversas quanto instalações públicas e esculturas monumentais, por um lado,  e desenhos, vídeos e performances intimistas, por outro. Apesar de sua formação inicial em pintura, o artista norte-americano investiga, em sua prática, as potências da sociabilidade, focando nas relações de participação e troca entre artista, obra e espectador. Ramirez Jonas norteia suas criações a partir da noção de leitura, assumindo seu trabalho enquanto  releitura de elementos cotidianos – como diários, fotos antigas, partituras etc. – que visam a retirar o público da posição de leitor passivo, colocando-o como agente capaz de constituir e validar o sentido da obra pela sua atuação.

 

Em suas proposições, o engajamento do outro com o trabalho busca criar uma comunidade, mesmo que temporária. Por isso, suas obras têm muito mais o caráter de monumentos do que de esculturas, pois visam à comunicação coletiva de ideias e histórias. Na 28ª Bienal de São Paulo (2008), por exemplo, o trabalho de Ramirez Jonas consistia em oferecer a visitantes as chaves da porta principal do pavilhão em que a mostra era realizada. Dois anos depois, em Key to the City, 24.000 mil chaves de espaços públicos e privados da cidade de Nova York foram distribuídas. Ambas as propostas mostram a capacidade que seu trabalho possui de, a partir de um pequeno objeto, criar experiências compartilhadas e radicais na contemporaneidade. 

 

Paul Ramirez Jonas nasceu em 1965, em Pomona, Estados Unidos. Atualmente, vive e trabalha em Nova York, Estados Unidos. Suas mostras individuais mais recentes são: El Palacio de Cristal, no Museo Jumex (2018), na Cidade do México, México; Half-Truths, no New Museum of Contemporary Art (2017), em Nova York, Estados Unidos; Atlas, Plural, Monumental, no Contemporary Arts Museum Houston (CAMH) (2017), em Houston, Estados Unidos, e Public Trust, site-specific na Dudley Square, na Kendall Square, e na Copley Square, em Boston, Estados Unidos. Participou da 53ª Bienal de Veneza, Itália (2009); da 28ª Bienal de São Paulo, Brasil (2008) e da 7ª e 10ª edições da Bienal do Mercosul, em Porto Alegre (2009 e 2015), Brasil. Outras exposições coletivas recentes de que participou incluem: New Monuments for New Cities, realizada em 2019 no High Line, em Nova York, Estados Unidos, no Bentway, em Toronto, Canada, no 606, em Chicago, Estados Unidos, no Waller Creek, em Austin, Estados Unidos, no Buffalo Bayou, em Houston, Estados Unidos ; Metrópole, na Galeria Nara Roesler (2017), em São Paulo, Brasil; Núcleo Nómada/05 Arte contemporáneo emergente en Honduras, no Centro Cultural de España en Tegucigalpa (CCET) (2015), em Tegucigalpa, Honduras. Suas obras fazem parte de coleções como as de: Blanton Museum, Austin, Estados Unidos; Bronx Museum, Nova York, Estados Unidos; Instituto Itaú Cultural, São Paulo, Brasil; Malmö Konstmuseum, Malmö, Suécia; New Museum, Nova York, Estados Unidos.

Exposições

Notícias

Press

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    Louis Bury, Hyperallergic 27.10.2018
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    Sarah Cascone, Artnet News 27.7.2017
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    Jeffrey Kastner, VICE 26.7.2017
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    paul ramírez jonas: 5 Jul — 17 Sep 2017 at the new museum

    wall street international 18.7.2017
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    Kristen Tauer , WWD 11.7.2017
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    Jeanne Claire van Ryzin, Hyperallergic 29.6.2017
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    Courtenay Finn, art ltd 1.5.2017
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    Supportive Bureaucracy 21.9.2016
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    Olivia J. Kiers, Art New England 13.9.2016
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    Malcolm Gay, The Boston Globe 23.8.2016
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    Andrew Travers, The Aspen Times 14.5.2015
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    Colby Chambetfa, ArtForum 17.8.2013
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    paul ramirez jonas, "The Earth Seen from Above"

    Time Out New York 6.2.2003
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    Kirby Gookin, ArtForum 10.3.1998
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    MVdW, ArtForum 14.11.1996
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    Rober Mahoney, Time Out New York 28.2.1996

Texto Crítico

  • quebra-cabeças deslizantes ou a lógica da pulsão

    sara nadal-melsió
    Em Give and Take, Ramirez Jonas apresenta ao público um experimento que deixa entrever, com especulação, humor e leveza, a interdependência entre compulsão e forma, demanda e escolha. Mais uma vez, o artista desempenha o papel de cientista ou colecionador, transformando seu ateliê num laboratório onde isola artificialmente a pulsão que estrutura as economias de trocas que constituem o cerne de suas obras de arte pública. Todas as obras da exposição têm origem nos resquícios de obras anteriores, acumulados no ateliê do artista com o passar do tempo. Sozinho em seu espaço de trabalho, Ramirez Jonas tornou-se sua própria plateia ou público, um observador distante das pulsões contidas nas economias de trocas que passou sua carreira construindo. Há algo de supreendentemente impessoal neste exercício, um impulso taxonômico contraposto com a inclusão de vestígios do pessoal e singular—impressões digitais, escrita à mão, pequenas manchas na superfície do papel. A pulsão, aqui, surge como um mecanismo resistente que reconfigura a relação entre público e privado, o oximoro político de uma...