alexandre arrechea
sun (diptych), 2015
aquarela sobre papel
213 x 228 cm

Durante doze anos, de 1991 a 2003, Alexandre Arrechea atuou como membro do coletivo de artistas cubanos LosCarpinteros junto a Marco Castillo e Dagoberto Rodríguez Sánchez. O grupo caracterizava-se pela criação colaborativa de uma poética ambígua, em que a excelência da execução artesanal dos trabalhos driblava o aspecto crítico das próprias obras ao recusar a forma ideal, ao mesmo tempo que preservava a fidelidade a ela, em um movimento entre essas duas instâncias que fundamentava a releitura dos objetos cotidianos feita pelo grupo. Após sua saída, Arrechea passou a abordar mais diretamente questões políticas de nosso tempo, mostrando sua sensibilidade e atenção à cultura da época.

 

O caráter insterdisciplinar de seu trabalho solo pode ser verificado em proposições que tanto podem ter o caráter participativo, seja em grandes instalações em instituições ou nas intervenções em espaços públicos, ou nas esculturas e delicados desenhos em grafite ou aquarela, mais voltados para a contemplação tradicional. Suas proposições, sempre bem acabadas, o que denota sua excelência técnica, estão estreitamente ligadas aos contextos em que serão apresentadas. Essa postura demonstra preocupação com o ambiente sociopolítico em que os trabalhos se inserem. A prática  de Arrechea se coloca entre o individual e o coletivo, o público e o privado. Esse espaço discursivo é ideal para pensar como regras sociais e comportamentos comunais – baseados nas relações econômicas, raciais e com a cidade – são fundamentais na formação da identidade pessoal e da experiência coletiva.

Alexandre Arrechea nasceu em 1970, em Trinidad, Cuba. Atualmente, vive e trabalha em Nova York, Estados Unidos. Exposições e projetos individuais recentes incluem: Corners, na Galeria Nara Roesler, em Nova York (2019), Estados Unidos; Higienopolis, na Casado Santapau Gallery (2018), em Madri, Espanha; Uninhabited Order, na Fredric Snitzer Gallery, em Miami (2018), Estados Unidos; La seducción del fragmento, no Palacio de Molina (2017), em Cartagena, Espanha, e Jerarquias Negadas, na Galeria Habana (2016), em Havana, Cuba. Exposições coletivas recentes incluem: Obsesiones y acumulaciones: el gabinete del artista, no Estudio Figueroa-Vives and the Norwegian Embassy in Cuba (2019), em Havana, Cuba; The World’s Game: Fútbol and Contemporary Art, no Pérez Art Museum Miami (PAMM), em Miami (2018), Estados Unidos; Construções sensíveis, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-RJ) (2018), no Rio de Janeiro, Brasil; Adiós Utopia: Dreams and Deceptions in Cuban Art since 1950, no Walker Art Center (2017), em Minneapolis, e no Museum of Fine Arts (2017), em Houston, Estados Unidos; Without masks: Contemporary Afro – Cuban Art, noMuseo Nacional de Bellas Artes de La Habana (2017), em Havana, Cuba. Seus trabalhos integram importantes coleções ao redor do globo, tais como: Daros Collection, Zurique, Suíca; Museum of Contemporary Art (MOCA), Los Angeles, Estados Unidos; Museum of Modern Art (MoMA), Nova York, Estados Unidos; Museo del Barrio, Nova York, Estados Unidos; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía (MNCARS), Madri, Espanha.

Exposições

Notícias

Press

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    Claudia Calirman, Arte al Día Internacional 10.11.2016
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    Camila Molina, O Estado de São Paulo 12.7.2016
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    Jeff Edwards, ArtPulse 1.2.2013
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    The Art Economist 1.7.2011