fabio miguez
horizonte partida, 2015
óleo e cera sobre linho
190 x 180 cm
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Fábio Miguez inicia sua carreira na década de 1980, quando, ao lado de Carlito Carvalhosa, Nuno Ramos, Paulo Monteiro e Rodrigo Andrade, forma o ateliê Casa 7. Miguez trabalha inicialmente com a pintura, tendo participado, já nos anos 1980, de duas edições da Bienal Internacional de Arte de São Paulo: daquela conhecida como “Bienal da Grande Tela” (1985), com curadoria de Sheila Leirner, e da 20ª edição da mostra (1989).

 

Durante os anos 1990 começa a produzir, simultaneamente a seu trabalho pictórico, as séries de fotos Derivas, que são publicadas com o nome Paisagem Zero em 2013. Nos anos 2000, Miguez começa a desenvolver trabalhos de formulação tridimensional, como a instalação Onde, de 2006, a série de valises produzidas desde 2007 e o objeto Ping-pong, de 2008, que expandem seu campo de pesquisa — a pintura. Sua formação em arquitetura traz uma influência construtiva, que se alia a investigações sobre a escala, a matéria e a figuração. O artista lida frequentemente com formas modulares em diálogo com a lógica combinatória, empregando repetições e operações de inversão e espelhamento.

 

Fábio Miguez nasceu em São Paulo, Brasil, 1962, onde vive e trabalha. Participou de diversas bienais, como: 18ª e 20ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo (1985 e 1989); 2ª Bienal de La Habana, Cuba (1986); 3ª Bienal Internacional de Cuenca, Equador (1991); e a 5ª Bienal do Mercosul, Porto Alegre, Brasil (2005); além de mostras retrospectivas, como Bienal Brasil Século XX (1994) e 30x Bienal (2013), ambas promovidas pela Fundação Bienal de São Paulo. Principais individuais incluem: Fragmentos do Real (Atalhos) – Fábio Miguez, Instituto Figueiredo Ferraz (IFF), Ribeirão Preto, Brasil, 2018; Horizonte, Deserto, Tecido, Cimento, Galeria Nara Roesler, Rio de Janeiro, Brasil, 2016, e São Paulo, Brasil, 2015; Paisagem Zero, Centro Universitário Maria Antonia, São Paulo, Brasil, 2012; Temas e variações, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil, 2008; Fábio Miguez, Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil, 2003, acompanhada de publicação de monografia sobre sua obra; e Fábio Miguez, Centro Cultural São Paulo (CCSP), São Paulo, Brasil, 2002. Coletivas recentes incluem: Oito Décadas de Abstração Informal, Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), São Paulo, Brasil, 2018; Auroras - Pequenas Pinturas, Espaço Auroras, São Paulo, Brasil, 2016; Casa 7, Pivô, Edifício Copan, São Paulo, Brasil, 2015; e Prática Portátil, Galeria Nara Roesler, São Paulo, Brasil, 2014. Possui obras em diversas coleções institucionais, como: Centro Cultural São Paulo (CCSP), São Paulo, Brasil; Instituto Figueiredo Ferraz (IFF), Ribeirão Preto, Brasil; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), Rio de Janeiro, Brasil; Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), São Paulo, Brasil; e Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil.

Press

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    a pintura reinventada

    antonio gonçalves filho, o estado de s. paulo 23.6.2018
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    pintura é estrela em mostras nos jardins

    folha de s.paulo - guia da folha 22.6.2018

Texto Crítico

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  • fragmentos do real*

    rodrigo moura
    Para começar de algum lugar, caberia antes de mais nada apontar a natureza inquieta que percebo na pintura de Fábio Miguez na última década e meia em que a observei mais de perto. É como se, de maneira lenta e consciente, o artista tivesse colocado em dúvida uma série de pressupostos de sua própria prática, trazendo-a para searas se não estranhas a ela, ao menos inesperadas. Em 2002, na exposição homônima na galeria 10,20 x 3,60, em São Paulo, Miguez levou sua pintura (que já havia ganhado contornos mais geométricos) para fora da tela, com planos transparentes de vidro e nacos de forma-cor no espaço. O espectador podia percorrer a exposição como se andasse numa pintura e o branco dos quadros tivesse se transformado no próprio espaço. Esse gesto teve algumas implicações nas obras seguintes. Por um lado, o espaço vazio das pinturas se tornou mais denso, com as massas cromáticas se destacando de maneira mais evidente e conferindo, por isso, um caráter mais diagramático à composição. Outro...