rené francisco
el agua que tienes que ver, 2012
metal, nanquim e tela
350 x Ø 200 cm

René Francisco é um dos expoentes da arte cubana contemporânea. O emprego de linguagens tão diversas quanto pintura, desenho, escultura e instalação em sua produção se faz permeado por um forte caráter crítico, cujo viés politico e social também está ligado à sua atuação profissional como professor do Instituto Superior de Arte (ISA), em Havana. Francisco integra a geração de artistas que nasceu na Cuba socialista governada por Fidel Castro. As diversas sanções econômicas enfrentadas pelo seu país criaram um contexto cheio de contradições e absurdos que ressoam em seu trabalho. Essa atmosfera é muitas vezes ressaltada pela abordagem irônica do artista.

 

No final dos anos 1990, Francisco criou a Galeria DUPP (Desde uma Pedagogia Pragmática), visando a aproximar estudantes e professores e a engajá-los em uma prática comunitária. De fato, a coletividade é estruturante em seu trabalho, seja pela abordagem metodológica de sua atuação profissional, que envolve diversos projetos sociais, seja como temática. Nesse último caso, o aspecto coletivo de seu trabalho pode se expressar tanto como a potência criada a partir da interação do sujeito com a obra quanto como processo de desidentidade, que apaga a figura do artista para instaurar um eu coletivo. Outra questão presente é o espaço, aparente em formulações de inspiração arquitetônica. O artista possui reconhecimento internacional, tendo recebido diversos prêmios ao longo da sua carreira, entre eles o Prêmio da Unesco, em 2000.

René Francisco nasceu em Holguin, Cuba, em 1960. Atualmente, vive e trabalha em Havana, Cuba. Exposições individuais recentes incluem: Orilla – La intemperie, no Platô Azcona 40 (2020), em Madri, Espanha; Deuda, na Galería La Acacia (2018), em Havana, Cuba; Venceremos, na Galeria Nara Roesler (2016), em São Paulo, Brasil; Asthma – René Francisco, na Galería Habana (2016), em Havana, Cuba; Work in Progress, no Xin Dong Cheng Space for Contemporary Art (2012), em Pequim, China. Suas obras estiveram presentes em inúmeras bienais, entre elas as 11a, 9a, 7a e 5a edições da Bienal de La Habana, Cuba (2012, 2006, 2000 e 1994); 52a e 48a edições da Bienal de Veneza, Itália (2007 e 1999); além da 26a Bienal de São Paulo, Brasil (2004). Outras exposições coletivas recentes incluem: La noche boca arriba, na Galería La Acacia (2018), em Havana, Cuba; Cuban forever revisited, na Pizzuti Collection (2016), em Columbus, Estados Unidos; Ficción e fantasia – Arte de Cuba, na Casa Daros (2015), no Rio de Janeiro, Brasil; Dark Mirror - Latin American Art Since 1968, no Kunstmuseum Wolfsburg (2015), em Wolfsburg, Alemanha. Seu trabalho pode ser encontrado em importantes coleções institucionais, tais como: 21C Museum and International Contemporary Art Foundation, Louisville, Estados Unidos; Cisneros Fontanals Art Foundation (CIFO), Miami, Estados Unidos; Daros Latinamerica AG, Zurique, Suíça; Ludwig Forum Museum, Aachen, Alemanha; e Museo Nacional de Bellas Artes, Havana, Cuba.