eduardo navarro
galactic playground, 2018
concreto, finta, texto e luz do sol
1000 cm Ø

Desde o início dos anos 2000, Eduardo Navarro produz instalações, performances, esculturas, desenhos e objetos capazes de provocar novas possibilidades de percepção sobre o mundo que nos rodeia a partir da experiência sensível. Cada projeto é um estudo de caso, o que lhe permite investigar formas de pensar e sentir estranhas à experiência humana, partindo da análise dos modos de operar de outras espécies. Para tanto, torna-se necessário recorrer ao auxílio de especialistas de diferentes áreas. Navarro propõe mudanças em diversos níveis de consciência de modo a proporcionar transformações em estados sensórios, possibilitando novas compreensões sobre o que se considerava conhecido e sobre as formas  como experienciamos a realidade e o tempo.

 

Seu trabalho investe na multidisiciplinaridade – transitando entre as ciências, espiritualidade, medicina, arqueologia e ecologia – e na integração entre linguagens. Suas instalações e esculturas, para além do interesse formal que despertam, podem ser usadas pelo público ou por profissionais contratados em performances ou ativações. O grande desafio é tornar o próprio artista, espectador e obra o objeto mesmo daquilo que está sendo investigado. Busca-se, assim, instaurar um estado mental que explore formas não racionais de comunicação, excedendo o limite da linguagem verbal. É notável, ainda, o entramamento entre projeto e processo, identificável nos seus desenhos, que servem como esboços para as suas proposições, ao mesmo tempo que portam autonomia expressiva.

 

Eduardo Navarro nasceu em 1979, em Buenos Aires, Argentina, onde atualmente vive e trabalha. Projetos e exposições individuais incluem: Predição instantânea do tempo, na Pivô (2019), em São Paulo, Brasil; Octopia, no Museo Rufino Tamayo (2016), na Cidade do México, México (2016); We Who Spin Around You, no High Line Art (2016), em Nova York, Estados Unidos (2016). Suas obras têm sido apresentada em diversas exposições ao redor do mundo, incluindo várias bienais, como: 29a e 32a edições da Bienal de São Paulo, Brasil (2010 e 2016), e 3rd New Museum Triennial, Nova York, EUA (2015). Principais exposições coletivas incluem: Portadores de sentido – Arte contemporáneo en la Colección Patricia Phelps de Cisneros; no Museo Amparo (2019), em Puebla, México; Chronos Cosmos: Deep Time, Open Space (2019), no Socrates Sculpture Park (2019), em Nova York, Estados Unidos; Metamorphoses – Let Everything Happen to You, no Castello di Rivoli Museo d'Arte Contemporanea (2018), em Turim, Itália; La Fin de Babylone. Mich wundert, dass ich so fröhlich bin!, KölnSkulptur #9, no Skulpturenpark Köln (2017), em Köln, Alemanha; Tidalectics, no Thyssen-Bornemisza Art Contemporary (TBA21) (2016), em Viena, Áustria; The Eccentrics, no SculptureCenter (2016), em Nova York, Estados Unidos. Seus trabalhos fazem parte de importantes coleções institucionais como: Museo de Arte Moderno de Buenos Aires (MAMBA), Buenos Aires, Argentina; Sharjah Art Foundation, Sharjah, Emirados Árabes Unidos, e Thyssen-Bornemisza Art Contemporary (TBA21-Academy), Viena, Áustria.

Notícias

Press

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    Camila Belchior, Artforum 15.6.2019
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    Sarah Demeuse, Frieze 1.3.2017
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    Revista Arte Buenos Aires 1.12.2016
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    Sarah Demeuse, Art in America 1.4.2015
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    George Nelson, Buenos Aires Herald 30.3.2015
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    Randy Kennedy, New York Times – Weekend Arts 7.2.2015