artur lescher  inabsência, 2012  latão e madeira  12 m x 14 m
artur lescher  pensamento pantográfico, 2013  vista da exposição, galeria nara roesler  dimensões variáveis
artur lescher  pensamento pantográfico, 2013  vista da exposição, galeria nara roesler  dimensões variáveis
artur lescher  sem título # 01, da série zu, 2012  latão e cabo de aço  220 x 12,5 x 12,5 cm
artur lescher  meta-métrico, 2011  ferro  250 x 580 x 250 cm
artur lescher  não-euclidiana, 2013  basalto  170 x 110 cm
artur lescher  telescópica si mesmo, 2013  alumínio  33 x Ø 17 cm
artur lescher  livro # 3, 2013  madeira e latão  30 x 45 x 3 cm
artur lescher  sem título # 08, da série metaméricos, 2010  madeira e metal  302.3 x 39.4 x 5.1 cm
artur lescher  o rio, 2006  monotipia de off set e madeira  dimensões variáveis
artur lescher  metal líquido, 2010  alumínio  dimensões variáveis
artur lescher  rio máquina, 2009  aço inox  420 x 680 x 243 cm
artur lescher  elipse, 2006  resina de poliéster e tinta automotiva  306 x 174 x 25 cm
artur lescher
inabsência, 2012
latão e madeira
12 m x 14 m

Há mais de trinta anos, Lescher apresenta um sólido trabalho como escultor, resultado de uma pesquisa em torno da articulação de matérias, pensamentos e formas. Neste sentido, o artista tem no diálogo singular, ininterrupto e preciso com o espaço arquitetônico e o design, e na escolha dos materiais, que passam pelo metal, pedra, madeira, feltro, sais, latão e cobre, elementos fundamentais para reforçar a potência deste discurso.

 

Ao mesmo tempo que o trabalho de Lescher está atrelado fortemente a processos industriais, atingindo requinte e rigor extremos, sua produção não tem por fim único a forma, está para além dela. Essa contradição abre espaço para o mito e a imaginação, ingredientes essenciais para a construção da sua Paisagem mínima [Galeria Nara Roesler, 2006].

 

Ao escolher nomear obras como Rio Máquina, Metamérico ou Inabsência (Projeto Octógono Arte Contemporânea, Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2012), Lescher propõe uma extensão do trabalho, sugerindo uma narrativa, por vezes contraditória ou provocativa, que coloca o espectador em um hiato, em um estado de suspensão.

 

Artur Lescher nasceu em São Paulo, Brasil, 1962, onde vive e trabalha. Participou das 19ª e 25ª edições da Bienal Internacional de Arte de São Paulo, São Paulo/SP, Brasil (1987 e 2002), e da 5ª Bienal do Mercosul, Porto Alegre/RS, Brasil (2005). Expôs em diversas coletivas na América Latina, na Europa e nos Estados Unidos, além de duas mostras individuais, a primeira no Instituto Tomie Ohtake (ITO), São Paulo/ SP, Brasil (2006), e a segunda no Palais d’Iéna, Paris, França (2017).

 

Exposições

Press

  • artur lescher and the ethics of constructive geometry Download

    artur lescher and the ethics of constructive geometry

    Claudia Fazzolari, ArtNexus 11.9.2018

Texto Crítico

  • poética da elevação

    juliano garcia pessanha
    Se o peso goza dos privilégios do realismo e tem a seu lado as durezas da vida, a leveza parece minoritária e paradoxal. Não é um visionário aquele que busca liberar-se da atração gravitacional? Como ousar ficar suspenso quando tudo quer apoio e como proclamar as verdades da levitação quando todos nos apontam a queda como o destino final? No infindável debate entre o peso e a leveza e entre a preguiça do suporte e as tensões da suspensão, Asterismos, de Artur Lescher, responde com a vitória do leve e do ascensional. A maior parte dos objetos da instalação, apesar de dotados de grande massa, flutuam como iogues matemáticos e entidades levitantes. Os compostos por fios tensionados são atravessados pela luz e pela atmosfera do espaço; naqueles onde se identifica uma base como a parede ou o próprio chão, no caso da peça em que os fios partem de círculos que formam um nó borromeano, formam-se feixes relacionados com o alto. Na contramão do brutalismo do fático e...