bruno dunley  Contrato, 2018  tinta óleo sobre tela  160 x 120 cm
bruno dunley  sem título, 2014  tinta óleo sobre tela  160 x 120 cm
bruno dunley  chroma key, 2013  óleo sobre tela  130 x 200 cm
bruno dunley  Lousa, 2010  tinta óleo sobre tela  160 x 120 cm
bruno dunley  braille, 2013  óleo sobre tela  200 x 150 cm
bruno dunley  Teatro de sombras I, 2010  tinta óleo sobre tela  45 x 37 cm
bruno dunley  No meio, 2016  tinta óleo sobre tela  160 x 120 cm
bruno dunley  The Mirror, 2016  tinta óleo sobre tela  183 x 140 cm
bruno dunley  sem título, 2014  óleo e carvão sobre tela  200 x 150 cm
bruno dunley  sem título, 2014  óleo sobre tela  200 x 150 cm
bruno dunley  sem título, 2017  tinta acrílica e óleo sobre tela  160 x 120 cm
bruno dunley  Drive In, 2015  tinta óleo sobre tela  160 x 120 cm
bruno dunley  sem título, 2015  tinta óleo sobre tela  160 x 120 cm
bruno dunley  Lipstick, 2019  tinta óleo e pasta de aluminio sobre tela  100 x 80 cm
bruno dunley  Sol, 2018  tinta óleo sobre tela  24 x 18 cm
bruno dunley  Dilúvio, da série Bestiário , 2018  óleo e pasta de aluminio sobre tela  250 x 200 cm
bruno dunley  Audiência, da série Bestiário , 220 x 300 cm  tinta óleo e pasta de aluminio sobre tela  220 x 300 cm
bruno dunley  Édipo, 2017  tinta óleo sobre tela  26 x 20 cm
bruno dunley  bode, 2011  óleo sobre tela  156,5 x 176 cm
bruno dunley
Contrato, 2018
tinta óleo sobre tela
160 x 120 cm

A obra de Bruno Dunley questiona a especifidade da pintura, particularmente no que diz respeito às relações entre representação e materialidade. Suas pinturas começam como composições cuidadosamente construídas, passando aos poucos por correções que, às

vezes, revelam lacunas na aparente continuidade da percepção. 

 

Inserido em uma nova geração de pintores brasileiros que ficou conhecida como 2000e8, Dunley parte tanto de imagens encontradas quanto de uma análise sobre a própria natureza da pintura, em que códigos de linguagem, como o gesto, o plano, a superfície e a representação, são entendidos como um alfabeto, uma superfície da escrita comum. Como enunciado, o artista vê seu “trabalho como uma série de perguntas e afirmações sobre as possibilidades da pintura, sobre o que é, e o que esperamos dela”. Nas pinturas de Dunley, promessas são feitas e consequentemente quebradas, testando os limites da tensão do observador. Noções preconcebidas sobre pintura e composição são incessantemente desafiadas de maneiras surpreendentes.

 

Nascido em Petrópolis, RJ, em 1984, Bruno Dunley vive e trabalha em São Paulo. Estudou Artes Plásticas na Faculdade Santa Marcelina e Fotografia no Centro Universitário SENAC, ambas instituições em São Paulo. Principais individuais na carreira incluem: No meio, Galeria Nara Roesler, São Paulo, 2018; The Mirror, Galeria Nara Roesler, Nova York, EUA, 2018; Ruído, Galeria Nara Roesler, Rio de Janeiro, Brasil, 2015; No lugar em que já estamos, Galeria Nara Roesler, São Paulo, Brasil, 2014; e, Centro Universitário Maria Antonia (CEUMA), São Paulo, 2013; e Bruno Dunley, 11bis Project Space, Paris, França, 2012. Principais coletivas recentes incluem: 33ª Bienal Internacional de São Paulo, Brasil, 2018; 139 X NOTHING BUT GOOD, Park – platform for visual arts, Tilburg, Países Baixos, 2018; 9999, The Fireplace Project, East Hampton, Nova York, EUA, 2017; e Projeto Piauí, Pivô, São Paulo, Brasil, e Jacaranda, Villa Aymoré, Rio de Janeiro, Brasil, ambas em 2016. Suas obras fazem parte de coleções institucionais como: Instituto Itaú Cultural, São Paulo, Brasil; Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP), São Paulo, Brasil; Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), São Paulo, Brasil; e Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil; entre outras.

Exposições

Press

  • a pintura reinventada Download

    a pintura reinventada

    antonio gonçalves filho, o estado de s. paulo 23.6.2018
  • pintura é estrela em mostras nos jardins Download

    pintura é estrela em mostras nos jardins

    folha de s.paulo - guia da folha 22.6.2018

Texto Crítico

  • sobre os espelhos de bruno dunley ou em busca da lanterna dos afogados

    tadeu chiarelli
    Inicio este texto com o seguinte dado: Bruno Dunley, 34 anos, tem onze anos de carreira como pintor profissional (sua primeira individual foi em 2007). Assim, pode-se dizer que o artista surge no mesmo período em que já estão implantados a internet e seus dispositivos na vida da maioria das pessoas, ampliando e mudando por completo nossa percepção da arte e da realidade[1] . Essa nova situação eleva de forma exponencial a presença das imagens de segunda geração em nosso cotidiano, condição que parte considerável da sociedade global já vivia desde, pelo menos, o final da II Grande Guerra. Durante os anos 1980, tal cenário ganharia o seu primeiro período de apogeu, sobretudo no campo da produção artística. Naquela década – há mais ou menos 30 anos, portanto –, alguns artistas e críticos chamavam a atenção para um fenômeno que caracterizava parte considerável da arte de então: a “volta ao museu”. Eles sublinhavam que a produção artística daquela década (mais conhecida como os anos da “volta à pintura”),...