daniel buren
photo-souvenir: comme un jeu d’enfant, 2014
trabalho in situ

Daniel Buren é figura central na arte conceitual desde a década de 1960, quanto atuou como membro fundador do grupo BMPT. Amplamente conhecido pelo uso de grandes listras simétricas de cores contrastantes dispostas sobre superfícies ou espaços arquitetônicos. Naquela época, Buren começou a produzir intervenções em lugares públicos sem autorização prévia. Ele começou a distribuir centenas de pôsteres listrados por Paris e, mais tarde, em mais de 100 estações de metrô, o que rapidamente chamou a atenção do público. Não demorou muito para voltar sua atenção para a influência da arquitetura (em especial a de museus) na arte. O artista passou a produzir trabalhos mais tridimensionais e a conceber proposições a partir da modulação do espaço que habitam.

 

Buren desafia as noções convencionais dos lugares onde a arte pode ser vista e como ela pode ser compreendida. Sua prática instaura um ambiente, não só discursivo, mas físico, no qual o público pode se movimentar dentro e ao redor. Por isso, tornou-se responsável por introduzir a noção de "in situ" nas artes visuais, conceito que caracteriza a prática que conecta o trabalho às especificidades físicas e culturais dos locais onde ele é apresentado. A partir da década de 1990, o artista passa a, literalmente, instalar cores no espaço utilizando filtros e lâminas de vidro ou plexiglas. Desse modo, o trabalho parece invadir nosso espaço - sensação que Buren intensifica pelo uso de espelhos – e convida o espectador a envolver-se com ele com todo seu corpo.

 

Daniel Buren nasceu em 1938, em Boulogne-Billancourt, França, aonde ele vive e trabalha. Seu trabalho tem ampla circulação em exposições internacionais. Exposições individuais recentes incluem: Daniel Buren. De cualquier manera, trabajos ‘in situ’, no Museo de Arte Italiano (2019), em Lima, Peru; Like Child’s Play, no Carriageworks (2018), em Sydney, Austrália; Daniel Buren – Del medio círculo al círculo completo: Un recorrido de color, mp Museo de Arte Moderno de Bogotá (MAMBO) (2017), em Bogotá, Colômbia; Proyecciones / Retroproyecciones. Trabajos in situ, no Centre Georges Pompidou Málaga (2017), em Málaga, Espanha. Exposições coletivas recentes incluem: En Plein Air, noHigh Line Art (2019), em Nova York, Estados Unidos; La Collection (1), Highlights for a Future, no Stedelijk Museum voor Actuele Kunst (SMAK) (2019), em Gent, Bélgica; Suspension – A History of Abstract Hanging Sculpture 1918-2018, no Palais d’Iéna (2018), em Paris, França; Pedra no céu – Arte e Arquitetura de Paulo Mendes da Rocha, no Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia (MUBE) (2017), em São Paulo, Brasil. Seus trabalhos integram importantes coleções institucionais, tai como: Georges Pompidou, Paris, França; Museum Moderner Kunst Stiftung Ludwig Wien, Viena, Áustria; Museum of Modern Art (MoMA), Nova York, Estados Unidos; National Museum of Modern Art, Tóquio, Japão; Tate Modern, Londres, Reino Unido, entre outros.

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