bruno dunley
no lugar em que estamos, 2014
óleo sobre tela
200 x 250 cm
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Bruno Dunley (n. 1984, Petrópolis, Brasil) vive e trabalha em São Paulo. Dunley formou-se bacharel em Artes Visuais pela Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, e bacharel em Fotografia pelo SENAC, na mesma cidade. Por seu envolvimento com o Grupo 2000e8, desenvolveu um pensamento crítico acerca da trajetória da pintura no mundo contemporâneo. Desde 2008, a principal corrente de sua prática diz respeito à pintura. Seus trabalhos partem de imagens encontradas e de uma análise da natureza da pintura na qual códigos linguísticos, como o gesto, o plano, a superfície e a representação, são compreendidos como um alfabeto, um vocabulário compartilhado. Recentemente, sua prática voltou-se à abstração gestual, sem, no entanto, deixar de lado a representação de objetos do cotidiano. Dunley afirma: “Há uma variedade visual nos trabalhos mais recentes. Há uma mudança fundamental na função da imagem, uma descrença numa forma única de representação, uma descrença na afirmação da unicidade no corpo de sua obra e da sua identidade por um estilo – uma repetição visual fortemente demarcada. Ao invés de articular o modo de fazer as coisas, os tipos de visibilidade e a reflexão sobre as relações entre eles, isso implica a construção de um efetivo que sustenta e afirma a obra”. Há sempre uma só cor predominante na superfície de suas telas, o que sugere uma linguagem visual minimalista e confere um ar meditativo a algumas de suas pinturas, ao mesmo tempo em que revela lacunas na continuidade aparente da percepção. Algumas de suas individuais mais recentes foram: Ruído (Galeria Nara Roesler, São Paulo, Brasil, 2016), No lugar em que já estamos (Galeria Nara Roesler, São Paulo, Brasil, 2014); e (Centro Universitário Maria Antonia, São Paulo, Brasil, 2013) e Bruno Dunley (11 Bis, Paris, France, 2012). Também participou recentemente das coletivas Os primeiros 10 anos (Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil, 2011); Assim é se lhe parece (Paço das Artes, São Paulo, Brasil, 2011); e Paralela 2010 (Liceu de Artes e Ofícios, São Paulo, Brasil, 2010). 

Exposições

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Critical Essays

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  • sobre os espelhos de bruno dunley ou em busca da lanterna dos afogados

    tadeu chiarelli
    Inicio este texto com o seguinte dado: Bruno Dunley, 34 anos, tem onze anos de carreira como pintor profissional (sua primeira individual foi em 2007). Assim, pode-se dizer que o artista surge no mesmo período em que já estão implantados a internet e seus dispositivos na vida da maioria das pessoas, ampliando e mudando por completo nossa percepção da arte e da realidade[1] . Essa nova situação eleva de forma exponencial a presença das imagens de segunda geração em nosso cotidiano, condição que parte considerável da sociedade global já vivia desde, pelo menos, o final da II Grande Guerra. Durante os anos 1980, tal cenário ganharia o seu primeiro período de apogeu, sobretudo no campo da produção artística. Naquela década – há mais ou menos 30 anos, portanto –, alguns artistas e críticos chamavam a atenção para um fenômeno que caracterizava parte considerável da arte de então: a “volta ao museu”. Eles sublinhavam que a produção artística daquela década (mais conhecida como os anos da “volta à pintura”),...