Uma das principais representantes da arte abstrata no Brasil, Tomie Ohtake nasceu em Kyoto, Japão, em 1913, e se mudou para o Brasil em 1936. Sua carreira artistica teve início aos 37 anos quando se tornou membro do grupo Seibi, que reunia artistia de descendência japonesa. No final da década de 1950, ao deixar para trás a fase inicial de estudos figurativos na pintura, mergulhou em explorações abstratas. Nessa fase, realizou a série conhecida como pinturas cegas em que suprimia a visão para experimentar e desafiar as idéias fundamentais do movimento neoconcreto brasileiro, trazendo à tona em sua prática sensibilidade e intuição.

 

Em 1957, convidada pelo crítico Mário Pedrosa, ela realizou uma primeira exposição individual no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), que culminou, quatro anos depois, em sua participação na Bienal de São Paulo de 1961. Ohtake começou a experimentar vários métodos de impressão durante os anos de 1970 e, já no final da década de 1980, executou projetos esculturais de grande escala assim como esculturas públicas em São Paulo e nas cidades vizinhas. Tendo trabalhado até o fim na vida, Tomie Ohtake faleceu em 2015, aos 101 anos de idade.

 

Tomie Ohtake nasceu em Kyoto, Japão, em 1931, morreu em São Paulo, Brasil em 2015. Seus trabalhos foram exibidos inúmeras exposições. Entre as individuais mais recentes, encontramos, Tomie Ohtake: cor e corpo, na Caixa Cultural Brasília (2018), em Brasília, Brasil; Tomie Ohtake em Curitiba – Vultos, fissuras e clareiras, no Memorial da Cidade (2018), em Curitiba, Brasil; Tomie Ohtake: nas pontas dos dedos, na Galeria Nara Roesler (2017), em São Paulo, Brasil; Tomie por Tizuka Yamasaki, no Museu da Imagem e do Som (MIS) (2015), em São Paulo, Brasil. Principais coletivas recentes incluem: Ateliê de gravura: da tradição à experimentação, na Fundação Iberê Camargo (FIC) (2019), em Porto Alegre, Brasil; Surface Work, na Victoria Miro (2018), em Londres, Reino Unido; Arte moderna na coleção da Fundação Edson Queiroz,  no Museu Coleção Berardo (2017), em Lisboa, Portugal; The World is our Home. A Poem on Abstraction, no Para Site (2015), em Hong Kong, China; Fusion: Tracing Asian Migration to the Americas Through AMA’s Collection, no Art Museum of the Americas (2013), em Washington, EUA. Possui obras em importantes coleções, como: China Art Museum, Shanghai, China; Coleção Patricia Phelps de Cisneros (CPPC), Caracas, Venezuela; M+ Museum for Visual Culture, Hong Kong, China; Metropolitan Museum of Art, Nova York, Estados Unidos; Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, SP, Brazil; e Tate Modern, Londres, Reino Unido.

Exposições

Notícias

Press

  • mostra de tomie ohtake em NY é início de reconhecimento mundial Download

    mostra de tomie ohtake em NY é início de reconhecimento mundial

    Silas Martí, Folha de S. Paulo 16.3.2016
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    tomie ohtake ganha destaque mundo afora

    Marcos Grinspum Ferraz, Brasileiros 16.3.2016
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    mostra em nova york celebra tomie ohtake

    Silas Martí, Folha de S. Paulo 15.3.2016
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    tomie ohtake exhibition

    NY Elite Magazine 2.3.2016
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    diálogos da pintura abstrata em hong kong

    Camila Molina, O Estado de S. Paulo 1.2.2016
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    "the world is our home. a poem on abstraction": para site’s cosmin costinas and inti guerrero – interview

    James Ellis, Art Radar 26.1.2016
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    modern abstraction with an asian sensibility

    The Wanderlister 21.1.2016
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    world one poesia abstrata

    ArtForum 12.12.2015
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    nipo-tropicália

    Inti Guerrero, Art Asia Pacific 1.5.2015

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Texto Crítico

  • tomie ohtake: at her fingertips

    paulo miyada
    Tomie Ohtake: Nas pontas dos dedos I. Cortes de cores Na passagem entre as décadas de 1950 e 1960, a primeira incursão de Tomie Ohtake na pintura abstrata tornou-se conhecida pelo caráter 'cego' de um informalismo feito com intensidade e sem premeditação, muitas vezes com pinceladas lançadas, literalmente, de olhos fechados. A seguir, logo no princípio dos anos 1960, sua pintura condensou-se em formas mais claras, apresentadas em composições com nítida distinção de figura e fundo. As figuras, no caso, assemelham-se a formas geométricas simples, porém de contornos tremeluzentes, como se rasgadas com a ponta dos dedos. O que pouca gente sabe é que isso não é mera similitude: nessa época, a artista de fato começou a fazer estudos usando papéis coloridos retirados de revistas e rasgados à mão. Era uma forma de lidar com a instantaneidade do gesto e impregnar todo o processo de pintura com um teso equilíbrio entre acaso e controle. As composições encontradas por Tomie Ohtake nas diminutas colagens serviram de roteiro para pinturas...