antonio dias
sem título, 2013
acrílica, óxido de ferro, folha de ouro e cobre sobre tela
165 x 360 x 10 cm
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Antonio Dias (n.1944, Campina Grande, Brasil) Vive e trabalha entre o Rio de Janeiro e Milão. Iniciou sua carreira na década de 1960, produzindo vinhetas marcadas pelo conteúdo de crítica política na forma de pinturas, desenhos e assemblages típicas do Neofigurativismo e da Pop Art brasileiros, o que lhe rendeu o rótulo de representante da Nova Figuração brasileira. No entanto, sua prática dialoga com o legado do movimento concretista e com impluso revolucionário da Tropicália. Suas primeiras obras esculturais apresentavam um vocabulário geométrico abstrato, mas seus estudos o aproximaram do papel e da tela.

 

Em Milão, adotou uma abordagem conceitual, criando pinturas, vídeos, filmes, registros e livros de artista, utilizando cada uma dessas mídias para questionar o sentido da arte. Ao abordar o erotismo, o sexo e a opressão política de forma lúdica e subversiva, construiu uma obra ímpar e conceitual, repleta de elegância formal, entremeada por questões políticas e críticas contundentes ao sistema da arte. Na década de 1980, voltou novamente sua atenção à pintura, realizando experimentos com pigmentos metálicos e minerais como ouro, cobre, óxido de ferro e grafite, misturados a aglutinantes diversos. A maioria de suas obras desse período possuem um brilho metálico e contêm uma grande variedade de símbolos – ossos, cruzes, retângulos, falos – que remetem às suas primeiras produções.

Exposições

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